sábado, 5 de janeiro de 2008

A moça de vermelho.

Lá estava, quero dizer, estávamos eu e ela.

Uma noite como outra qualquer, ambos fora do seu lugar comum.

Talvez, cada qual a sua maneira se perguntando sobre os eternos porquês da vida, ou ainda, tentando entender, quem sabe a solidão, embora cercados por muitas pessoas.

Era tarde quando o vermelho daquele vestido dilatou as pupilas daquele que se tornaria seu amigo e mercador de alegria na madrugada quente de 29 de dezembro de 2007.

Não foi nada demais, ao mesmo tempo em que foi tudo o que todos esperam: magia, alegria e destino, confirmados por olhares e sorrisos correspondentes.

O que foi em exato, talvez não possa ser exprimido ou simplesmente relatado, se pudéssemos escrever a vida, noites como aquela não teriam razão. Coisas como essas acontecem, talvez, uma só vez na vida e valem a ignorância do “não” saber viver.

Valem acima de tudo, o não esperar por nada e encontrar muito, aquele muito pintado de vermelho, de paixão, talvez, o mesmo vermelho que corava aquele vestido...