Cada um cultiva sua paixão.
A do garoto aqui é escrever.
Já me olhei no espelho e perguntei por quê?
Desde que me entendo por gente, e isso já faz algum tempo, eu escrevo. Para namoradas, mãe, pai, amigos, inimigos (essa é a melhor, as entrelinhas sufocam mais que uma chave de braço). Porém, nunca havia pensado seriamente neste assunto, até que em 2004 iniciei o curso de Comunicação Social – Publicidade e propaganda.
Opa! Deu aqui.
Não é que escrever é profissão!
Redator Publicitário, de repente começaram a me chamar assim. Eu, do meu humilde recanto pensei: “nossa eu sou um redator” que legal!
Mas o que faz um redator?
Bom, crianças: além de escutar coisas do tipo cria uma “frasezinha” pra mim... E receber um “briefing” com o nome e o endereço do cliente com os seguintes dizeres: “criar campanha completa. Ps: até amanhã”.
Em nossa maioria, criamos conceitos, contextos, coerência, e fazemos o que bem entendermos com letras e palavras.
Contudo, o assunto é: Para quê?!
Será que você já chegou até aqui neste texto? Você vai à diante? Estas são as questões mais freqüentes de quem escreve: Será que vão ler!
Embora sabendo que uma idéia deve ser desmistificada, quando não aceita, para que assim sua criatividade processe outra. Mesmo criando outros textos, é fato que nós redatores sempre faremos esta pergunta.
Infelizmente o hábito da leitura está cada vez mais raro, o que nos amedronta. Mas, contudo, todavia, não obstante isso, não nos impede de continuar, essa é a nossa vida.
Citando Robert Frost: “Em algum lugar, há uma distância de tempo imensa:
divergiam em um bosque duas estradas e eu escolhi a menos viajada
e esta escolha fez toda a diferença”.
Espero poder contribuir com bons textos para a posteridade, em todos os sentidos, mas... Será que vão ler?!