segunda-feira, 30 de julho de 2007

Desabafo

Só o tempo me fez mudar...

O tempo e as boas pessoas que eu conheci. Quando se tem coração puro como eu, se corre muitos riscos: "as vezes inventamos motivos pra ser ou pra não ser... sempre nas horas indevidas".

Mas... Este sou eu. Resolvi o seguinte: estou vivendo, quero marcar a vida das pessoas, quero ser a conversa delas com os filhos no futuro, quero ser mais e ser além...
Pagarei um preço por isso. O preço das lágrimas ocasionais! Aí é que vem o melhor: os sorrisos que conquisto pagam todas as lágrimas que derramo...

A pena disso tudo é que em cada lágrima vai embora um pouco das pessoas que eu confiei e me destrataram, e mesmo assim não queria que fossem...

Fazer o quê? MINHA VIDA É ASSIM... NÃO POSSO CAIR!

TEM MUITA GENTE QUE PRECISA DO MEU SORRISO,

E TEM MUITA GENTE PRA EU FAZER SORRIR....

Escrever pra que e pra quem?

Cada um cultiva sua paixão.

A do garoto aqui é escrever.

Já me olhei no espelho e perguntei por quê?

Desde que me entendo por gente, e isso já faz algum tempo, eu escrevo. Para namoradas, mãe, pai, amigos, inimigos (essa é a melhor, as entrelinhas sufocam mais que uma chave de braço). Porém, nunca havia pensado seriamente neste assunto, até que em 2004 iniciei o curso de Comunicação Social – Publicidade e propaganda.

Opa! Deu aqui.

Não é que escrever é profissão!

Redator Publicitário, de repente começaram a me chamar assim. Eu, do meu humilde recanto pensei: “nossa eu sou um redator” que legal!

Mas o que faz um redator?

Bom, crianças: além de escutar coisas do tipo cria uma “frasezinha” pra mim... E receber um briefing” com o nome e o endereço do cliente com os seguintes dizeres: “criar campanha completa. Ps: até amanhã”.

Em nossa maioria, criamos conceitos, contextos, coerência, e fazemos o que bem entendermos com letras e palavras.

Contudo, o assunto é: Para quê?!

Será que você já chegou até aqui neste texto? Você vai à diante? Estas são as questões mais freqüentes de quem escreve: Será que vão ler!

Embora sabendo que uma idéia deve ser desmistificada, quando não aceita, para que assim sua criatividade processe outra. Mesmo criando outros textos, é fato que nós redatores sempre faremos esta pergunta.

Infelizmente o hábito da leitura está cada vez mais raro, o que nos amedronta. Mas, contudo, todavia, não obstante isso, não nos impede de continuar, essa é a nossa vida.

Citando Robert Frost: “Em algum lugar, há uma distância de tempo imensa:
divergiam em um bosque duas estradas e eu escolhi a menos viajada
e esta escolha fez toda a diferença”.

Espero poder contribuir com bons textos para a posteridade, em todos os sentidos, mas... Será que vão ler?!